SUPERVIDA

Uma reflexão sobre o estado final da evolução material

Disponível em Cd aqui

(Primeira Parte)

Tudo o que é criado, tudo o que está sujeito ao impulso evolutivo, é impulsionado por algo. Este impulso evolutivo, este impulso Maior, este motor espiritual, que opera por detrás de todas as coisas, acima de todas as coisas e em todas as coisas, atribui uma natureza de aspiração a cada partícula do universo. Como se existir em profundidade, fosse aspirar. Como se viver em profundidade, implicasse aspirar, buscar, ir além dos limites conhecidos, das práticas já mapeadas, dos territórios que já têm mapa.

Quase que podemos dizer, que tudo o que vive tem um sonho. Tudo aquilo que foi impressionado pelo Poder da Vida sonha. E o sonho de toda a criatura, o sonho de toda a partícula assim impressionada, o sonho de toda a vida, é a Supervida.

Existe subvida, Vida, e Supervida.

E a experiência evolutiva, frágil ou majestosa, é um vector de inteligência do Universo, tentando elevar tudo à Supervida. Tentando guindar a Experiência Cósmica para além da entropia; para além da morte; para além da lei da morte; para além das limitações; para além da fragilidade inerente a toda a existência que ainda não se fundiu integralmente com o Espírito.


Esta inteligência do universo procura de novo suspender os mundos criados nas plataformas inefáveis da Eternidade.

A evolução natural é um poema da escalada da subvida para a vida, sonhando ser queimada pelo Fogo do próprio sonho. Isto é, pelo Fogo da promessa gravada no íntimo de toda a criação. Da promessa de que existe um potencial de Supervida.

No âmago de cada partícula do Universo, existe um código, uma presença de Fogo, uma presença irreprimível, que uma vez desperta não recuará nunca mais, para um estado de adormecimento, para um estado de anulação.

No âmago de cada partícula existente, cada átomo, cada célula de clorofila, cada célula do teu sangue, cada folha de uma árvore, cada vapor de água, cada molécula de vapor de água, cada ser humano, cada mónada, cada galáxia..., no âmago de cada partícula, existe esta gravação..., está gravada, está selada a promessa de Supervida. De que a vida tem o potencial para chegar à Supervida.
E esse potencial, esse calor oculto no âmago de toda a existência, essa mola irreprimível na direcção do Divino, como se disse, uma vez desperta, uma vez activada, uma vez reconhecendo a razão de ser do seu dinamismo, a orientação, a meta da sua existência, nunca mais adormece de novo.


Então a evolução natural é este poema da escalada da subvida para a  vida, sonhando ser consumida pelo Fogo do potencial da Supervida.

Existe um plano na Mente Divina, que sustém a imagem perfeita para cada partícula cósmica. Isto é, para cada partícula que evolui no tempo, existe a sua contraparte na eternidade, o seu duplo eterno. Ou seja, existe um universo final, supremo, exacto, em glória, na eternidade.


E este universo é a representação virtual do fruto da evolução cósmica. Virtual, porque ele apenas se torna completo, quando absorver em si mesmo o fruto de toda a evolução cósmica. Isto é, o monumento dourado do final da evolução dos universos. Contudo, é uma autêntica representação, uma autêntica imagem - mais do que uma imagem: é a identidade Divina final dos universos evolutivos. É mais do que uma imagem!


Nós podíamos definir este universo eterno, paralelo,  em glória, que contém o duplo eterno de cada partícula evolutiva, nós podíamos defini-lo como um Grande Atractor. Como um Grande Atractor, produzindo uma acção motriz de inspiração ardente, de devoção na sua irmã, na sua contraparte evolutiva no tempo.

O trabalho universal, o trabalho cósmico integral, consiste em proporcionar o universo evolutivo - esta massa infinita de força/vida/consciência - o trabalho cósmico integral consiste em proporcionar este universo evolutivo, que está no tempo, esta força/vida/consciência, para cima e para além, criando uma supermatéria, uma superforça, e uma superconsciência. Enfim, criando uma Supervida. E essa Supervida  consiste numa relação perfeita, exacta, entre essência e um superveículo de expressão, um supercorpo, do qual nós conhecemos muito pouco por enquanto, mas é um supercorpo, feito daquilo a que Morya chama Matéria Lúcida - uma supermatéria, um estado final da evolução material, que liberta radiação. E este superveículo é integralmente digno do plasmar total da essência sobre si. É o veículo exacto, perfeito, para a recepção da essência.

E este superveículo, em perfeita ligação com a essência, a relação entre os dois, e aquilo que só é revelado, essa terceira característica que não é nem espírito nem matéria - porque estamos perante uma supermatéria, que revela, e que é a própria essência manifesta - este estado final da evolução material, esta terceira realidade, só é revelada no momento em que essa supermatéria emerge. Em que essa supermatéria é. Em que essa supermatéria ganha existência.

E no caminho para a realização dessa supermatéria - capaz de transpirar de uma forma directa, sem veículos mais, sem quaisquer veículos mais, senão o próprio veículo final, capaz de revelar de uma forma directa a essência - nesse caminho, o universo está criando uma superconsciência, uma superforça, um supersistema, em todas as coisas capazes de responder ao seu impulso. O universo está impulsionando para além, para cima, até que os universos evolutivos, os universos no espaço e no tempo - aquilo  que nós podíamos chamar os Universos Alfa-Ómega - reproduzam no tempo, exactamente, a realidade gémea que está na eternidade. Ou seja: atingem o status vibratório que é sustido para cada partícula na eternidade. E quando os universos evolutivos reproduzem exactamente - notem, nós estamos colocando a tónica na palavra exactidão, precisão, resposta exacta - quando o universo espaço-temporal, os universos alfa-ómega, atingem o mesmo status vibratório, o mesmo status energético para cada partícula na eternidade, de cada partícula que está na eternidade, de cada contrapartícula sua que está na eternidade, nesse momento, o superveículo nasce!  E assim, quando o status dos universos evolutivos for idêntico ao status da sua contraparte eterna, o tempo termina. Pois a sua função foi consumada.

A função temporal termina no momento em que o universo evolutivo se funde na sua imagem perfeita na eternidade.

Donde que, todo o universo criado procura a Supervida.

Todo o universo criado, em algum ponto secreto de cada partícula, aspira à Supervida. Porque no coração de cada partícula, como se disse, existe um túnel electromagnético, absoluto, que coloca essa partícula em relação com a sua contraparte eterna. Podemos dizer que o mistério do coração é  justamente esse. O coração é a função cósmica de ligação entre partícula e contrapartícula. Isto é: entre partícula no tempo e duplo na eternidade. Entre existência e superexistência. Entre o ser temporal e o ser  eterno. Ou seja, o coração é a função cósmica de ligação entre vida e Supervida. O coração é o órgão túnel/espelho de contacto entre estes dois universos: o universo alfa-ómega e o universo eterno.

Todo o universo criado procura a Supervida. Uma vida que é a coroa do esforço universal. Como se disse, uma vida sem morte, sem erro, sem entropia.

Todos nós, sejamos animais, sejamos plantas, sejamos pessoas..., todos nós, nós animais, nós plantas, nós pessoas..., todos nós aspiramos à Supervida. E nessa aspiração, tornamo-nos irmãos. Tornamo-nos seres muito próximos. Tornamo-nos seres realmente semelhantes.

Quando os golfinhos saltam no ar e voltam a mergulhar, sem um elemento de sonho e aspiração, sem uma mola oculta, isso não seria possível. Os golfinhos, sendo atravessados por correntes de vida muito intensas, dificilmente conseguem conter no próprio corpo a voltagem descendente que recebem. Então, os saltos que nós observamos são a sua celebração. É o momento de encontro entre a vida e a Supervida. É o momento em que aquela corrente de vida celebra o seu potencial cósmico, e opera para si mesmo o avanço na direcção da Supervida.


Trata-se exactamente da mesma coisa, quando os pássaros cantam em horas específicas do amanhecer ou do entardecer. Tal como o salto dos golfinhos, este tipo de cântico dos pássaros é a tradução de uma saturação energética.


Os golfinhos e os pássaros recebem hoje vertentes de vida, caudais de energia-vida, que eles mal podem conter no corpo. Estes dois grupos, os golfinhos e os pássaros, são a vanguarda do motor de Ascensão da Terra no reino animal. E porque são a vanguarda, eles estão sujeitos ao efeito propulsor da mola secreta da matéria. Da mola da explosão branca potencial no interior, no âmago da matéria.  Eles estão sujeitos a este impulso de uma forma muito mais potente.


Então, tu tens estes saltos dos golfinhos, que não têm nenhuma utilidade, em termos de sobrevivência. Não têm nenhuma explicação zoológica linear. Então, tu tens estes saltos dos golfinhos e tens o cântico dos pássaros ao amanhecer e ao entardecer, como tradução de uma saturação energética.

No reino humano, isso revela-se pela Paz no Coração. Isto é, a Paz no Coração é muitas vezes o signo ardente da mesma saturação energética.

Então, ao entardecer, no fim do dia, tu tens esta Paz no Coração, e tens também a harmonia no teu Ser Psíquico, no teu nível Psíquico. Depois de um dia de trabalho intenso, sabes, um raio de Sol toca o teu rosto, e tu percebes que uma oração espontânea surgiu. Como se fosse um walk-in. Só que não é um walk-in. É uma oração. Uma oração espontânea surge no teu peito. E existe paz e harmonia nos teus níveis Psíquicos.


Nós estamos a referir-nos ao cântico de exaltação, isto é, ao cântico de projecção para além. Ao cântico que liga a nossa consciência às fibras ópticas dos Anjos. E daí, aos geradores primordiais: os Anciãos dos Dias, os Pais da Criação.

Este cântico, que nos alinha com os Pais superiores, com os universos de Fogo, começa em nós, por vezes, pela extrema privação da vida e da energia. Isso é o cântico do prisioneiro. Isso é um cântico triste à superfície, mas em essência, permanece um cântico de busca de liberdade. Ou seja, o homem, uma vez tornado prisioneiro - como no caso, por exemplo, dos escravos negros nos Estados Unidos da América, em outras épocas - esse cântico, que vem da extrema privação da vida e da extrema privação do direito à participação no banquete universal, esse cântico, esse clamar pela liberdade, é uma tradução psicológica, social, histórica, daquilo que é a verdadeira condição de prisioneiro do homem, no sentido macrocósmico, na qual é a Terra, é a Terra com a sua lei limitadora - pelo menos à superfície - com as suas restrições, que impõe uma prisão ao homem.

Então, nós, todos nós, temos dentro de nós um cântico de liberdade. Um cântico de expansão. 

E esse cântico começa por ser um cântico de dor e de busca. No fundo, ele alinha-nos com os Pais Superiores, com os Dínamos Galácticos, com os Universos de Fogo.


E, assim como existe este cântico de saudade da condição real do ser e do seu potencial de ser Supervida, também existe o cântico de exaltação, de adoração. Que é um fenómeno da Supervida tocando a vida.

É um momento em que a promessa de um horizonte universal de Luz maciça, sólida, suprema, se irá plasmar nas águas da criação. Então, nós tanto temos este cântico de saudade do Divino, que é uma consciência da prisão relativa, da prisão planetária em que nos encontramos, assim como em paralelo, em qualquer momento, podemos saltar para o cântico de exaltação. Para o cântico de adoração. E aí, temos a Supervida tocando a vida. Isto é, é  um momento em que a promessa de uma Luz maciça, sólida, suprema, se irá plasmar nas águas da criação. E portanto, à superfície e em profundidade no nosso ser. Isto vai acontecer. Isto vai-se consumar. É para esta eclosão final, em que a Supervida absorve a vida, é para esta eclosão final, que todos nós trabalhamos.

A celebração é o reconhecimento do contacto entre a esfera do Pai - a Supervida - e a esfera evolutiva - a esfera da Mãe.

O que caracteriza a subvida é a pulsação inconsciente.
 
Nós falámos de subvida, vida, e Supervida. O que caracteriza a subvida é a pulsação inconsciente.

A substância foi visitada. Uma voz quente de Fogo falou para dentro das câmaras de ressonância da substância universal. A substância teve a sua memória desperta num certo grau. Ela aprendeu a suspeitar da evolução. Ela está a subir a espiral gradualmente.

Este estado de pulsação e de ressonância inicial, é a subvida. Ou seja, a substância universal começa na subvida, começa a reflectir o conduto em espiral que a conduz ao Alto. Começa a aceitar o pacto do Fogo criador, em graus e coeficientes cada vez mais profundos. Mas a consciência não existe, exactamente. Existe uma pulsação semiconsciente ou insciente. Mas não, ainda, consciência. Então o que caracteriza a subvida é esta pulsação inconsciente. Este início de resposta ao Fogo criador.

Por outro lado, o que caracteriza a vida é a consciência.

A consciência pulsa ali. Há uma ligação consciência-substância. Há percepção de si. Há um ponto que observa e atribui valores à sua volta. Há um centro e uma periferia que está sendo assimilada progressivamente.

A subvida é uma celebração inconsciente da capacidade da substância responder ao Fogo criador.


A vida é uma celebração da consciência.


A subvida é uma pulsação. É uma celebração do ritmo. Do primeiro toque.

Mas na vida, a consciência está presente. É como se o Filho Cósmico, a Testemunha Eterna, se espreguiçasse, e começasse a receber as primeiras ondas de calor contínuas, vindas de cima e, a consciência deste Filho, diz eu.  Ele tem consciência de si.

Então, na subvida, tu tens toda a busca de organizar um suporte, um veículo, para que a consciência possa eclodir. Isto tem graus, e é possível aplicar imensos sistemas diferentes para estudar este percurso.

Mas, num certo momento, a Consciência, o Filho Eterno, a Testemunha Eterna, consegue fixar-se na substância. E nesse momento, a substância, através da presença do Filho Eterno, consegue dizer eu.


Isto é: o conjunto Mãe e Filho tem consciência de si próprio. Tem consciência de si.

E nesta imensa progressão, o homem é um degrau. Ele é uma operação de comutação entre esferas cósmicas. O homem é um ponto de encontro. É no homem que a vida emergente aprende a sonhar com a Supervida.

O nosso sonho, em absoluto, no profundo, a origem de todo o sonho humano e o nosso potencial para sonhar, descende directamente do facto de que a consciência cósmica, isto é, o Filho Universal, uma vez se ligando à Mãe, começa a aspirar à Supervida. Isto é, uma vez a vida se estabilizando,  uma vez as águas da criação tendo saído da subvida, ou da pré-vida, uma vez a vida se estabilizando, começa o sonho com a Supervida. Com a vida, além do que é a progressão natural.

E é no homem, que a vida emergente aprende a sonhar com a Supervida.  Em ti, está a acontecer a todo o momento. É em ti, que a vida cósmica, que as grandes piscinas da criação emergente, evolutiva, aprendem a sonhar com a Supervida.

O teu sonho, o teu sonho com Mundos Radiantes, o teu sonho com Civilizações Avatáricas, o teu sonho com Mares de Fogo, o teu sonho com pássaros de inteligência suprema, o teu sonho com culturas finais, com formas finais de cultura Divina, o teu sonho, portanto, com Civilizações Superiores, é o Universo a aprender, a aspirar à Supervida. Está a acontecer em ti. Tu és o ponto de aplicação desse milagre. Efectivamente!

É no homem que o sonho ganha um poder real, efectivo, motriz. O homem é o portador da visão.

E, num certo sentido, nós somos anjos físicos. Centelhas Divinas, exprimindo-se através desta estrutura biológica.


Se nós estivéssemos a fazer, agora, um trabalho transcendente, estrito, diríamos: nós somos mónadas. Isto é, nós somos convexões de Deus. Mas como a preparação para a Ascensão da Terra implica uma compreensão metafísica do corpo - implica uma redescoberta ontológica do corpo, implica redescobrir o estatuto sagrado do corpo como uma esfera entre esferas sagradas, implica reaprender a amar o corpo metafisacamente - nós podemos também ver, que somos tanto mónadas, como os portadores de todo o passado cósmico.

O nosso corpo é uma biblioteca viva, uma base de dados viva, contendo toda a História Universal.

Nessa outra percepção de nós mesmos, nós percebemos que a função homem, é comparável ao estado de Ícaro à beira da falésia. Nós estamos à beira do desconhecido. Todos os dias temos evidências disso. Isto é, nós estamos à beira das possibilidades do Ser.  Ocupamos um precipício ontológico. Este é o momento do homem.

E todo aquele que não está à beira desse precipício ontológico, que não chegou aos limites das possibilidades do ser humano, procurando um salto,  ele ainda não é plenamente o projecto humano, porque ele ainda não desenterrou, do âmago do seu ser, o poder do sonho entre a vida e a Supervida. Entre as civilizações possíveis e as civilizações impossíveis. Entre as civilizações conhecidas, entre as culturas conhecidas e as culturas Divinas - as esferas de Fogo.

A função humana atinge o seu pico, frente ao desconhecido. Porque toda a massa universal nos preparou para sonhar com Deus. Toda a massa universal nos usa para sonhar com o Divino. Então, a função humana emerge, plena, plena de significado e atinge o seu pico frente ao desconhecido, porque, justamente, nós fomos criados como veículo - e o homem foi criado como modelo - para que toda a massa universal possa sonhar com Deus.

E essa é a nossa função: Sonhar Deus. Para cima, como aspiração; e para baixo, como serviço.

Então, o que é o homem?

Nós somos os responsáveis por manter o Sonho Universal. Isto, somos nós. É esta a nossa função.

E esta nossa função, de trazer a nós a síntese do universo, de trazer dentro de nós a síntese do universo, desde a grande explosão até hoje, isto é o que nós somos, se nos observarmos como uma entidade ascendente. Isto é, se nós nos virmos como um ser que evolui, nós trazemos dentro de nós a síntese do universo. Do universo evolutivo.

Nos encontros que temos desenvolvido em Lisboa, nós temos trabalhado muito no sentido de nos definirmos como seres cósmicos em serviço à Terra. Isso ajuda-nos a compreender o nosso sagrado desassossego. A nossa perturbação primitiva. A nossa busca de uma ligação entre o ómega e o alfa. Entre os estados superiores de onde vimos,  e os estados plásticos onde vivemos.


Mas existe uma outra forma complementar de observar o homem. Isto é: nós temo-nos observado como mónadas encarnadas, como seres espirituais, tendo uma experiência física.

Mas existe outra forma complementar de observar o homem - que é a forma da Mãe.

Isto é, a forma da Entidade  Feminina Universal, encarregada de arrastar todas as partículas, de novo, até ao Pai. Encarregada de espiralar, de recriar, de fazer evoluir todas as partículas, de novo, até ao Pai.

Porque, se a vida é o Filho - isto é, consciência que vai  emergindo - a Supervida é a reunião final, da Mãe com o Pai. É a erupção do Pai nos suportes fornecidos pela Mãe. Isto é uma definição possível de Éden. Isto é, o jardim onde a morte não entra. Como vocês sabem, paraíso, é uma palavra que descende de paradesha, do sânscrito, que significa suspenso. Ilha. Liberto.

Então, existe uma forma Pai , de ver o ser. Isto é, um núcleo de Fogo exprimindo-se através de um ser humano; e existe uma forma Mãe de ver o ser. Isto é, aquele que porta o esforço, a síntese, a coerência, a coesão, e a informação do esforço universal, desde o princípio. Desde a explosão criadora à qual tu estás ligado. Porque há muitas explosões criadoras, mas tu estás ligado a uma.

E tu trazes em ti, ao longo da tua coluna vertebral, inscrito no teu sangue, inscrito nos metais raros, nos metais preciosos do teu corpo - como o ouro e a platina - inscrito na Geometria Sagrada com que as tuas células se organizam, tu trazes em ti, também, o Grande Livro da Mãe.

E nesta outra percepção de baixo para cima, tu funcionas como Ícaro à beira da falésia.

Isto é: atrás de ti, estão os mapas conhecidos, os territórios explorados... e, à tua frente, não há mapa.

Neste ponto à beira da falésia, como um vasto território desconhecido, sem mapa, sem linguagem, sem conceitos..., tu sabes que o universo segue naquela direcção que está à tua frente. Tu sabes que tu és responsável por fazer avançar a consciência para além daquele ponto.


Isto é: tu estás à beira da falésia, tens este vasto território desconhecido à tua frente, para o qual ainda não há linguagem, não há conceitos - tu sabes que a linguagem condiciona a consciência, mas como não tens consciência do que está à frente, não tens linguagem - e sabes que o universo segue naquela direcção. E que tu és responsável por fazer avançar a consciência para além daquele ponto. Isto é: tu tens todo o passado cósmico dentro de ti, atrás de ti, como património, como herança..., e tens todo o futuro cósmico à tua frente.

E nesse momento da consciência, tu és o próprio universo evolutivo.

Tu és o aspecto emergente da Mãe, enquanto divino na mente, emergindo da evolução da substância. Gerando o salto essencial. Sabes, o disparo sagrado. O lampejo criativo através do qual tudo se renova. E nós chamamos a este momento anterior ao salto, a consciência ardente.

Então observa: ser homem é estar à beira desta falésia, deste precipício ontológico, deste precipício entre o Ser e o Além-Ser.

E nesse momento, dentro de ti, se tu chegas a esse ponto vibratório - porque há muitas pessoas que nunca chegarão, numa vida, nesta vida,  a esse ponto vibratório. Mas a porta está aberta para ti. A porta existe. O caminho até este ponto do salto existe. Outros o percorreram antes, e o deixaram consolidado para que, agora, um certo caudal da humanidade possa re-explorar até a esse precipício.

Tu estás aí nesse ponto, e, aí, tu tens dentro de ti como herança bioquímica, todo o passado do universo. Portanto, o universo usa-te como ponta de lança, como ponto incandescente da intenção consciente. E à tua frente, tens o potencial de recriação, de regénese, de renovação de todas as coisas. E tu estás aí. Nesse ponto. Existe este lampejo criativo em ti, através do qual tu sabes que tudo se renova.

Nós chamamos a esse momento anterior ao salto, a consciência ardente. É neste laboratório, que tu te tornas plenamente humano. E a função humanidade é como que a última chamada de esforço da Mãe Universal, na sua tentativa de elaborar o problema de fusão com o Pai. A função humana é o último momento no esforço da Mãe, na sua constante tentativa de resolver a tendência eterna para se fundir com o Pai. E essa fusão é universal. Ela é toda abarcante.  O que eu quero dizer quando digo que é universal, é porque ela acontece nas partículas, nas galáxias, nos reinos..., mas ela dá-lhe uma definição individual, com os Mestres Ascensos.

Os Mestres Ascensos são uma expressão do casamento integral entre a Mãe, o Pai e o Filho. São uma implosão da trinidade. São implosão da triniddade e uma revelação do que resulta dessa Síntese final. Isto é o que define a Ascensção individualmente. Quando a trindade implode sobre si mesma, a Mãe, o Pai e o Filho tornam-se equivalentes. E é quando a Mãe, o Pai e o  Filho se tornam equivalentes, que pode surgir o Superveículo - o Holóide. O veículo de Luz Lúcida, de Matéria Lúcida, de Supermatéria, capaz de revelar totalmente a Essência. Capaz de ser substancialmente a Essência.


Então, esta fronteira entre  substância e essência não existe mais, num Mestre Ascenso. Para ele não existe mais, espírito ou substância. A divisão terminou.

Por outro lado, o que define a Ascensão colectivamente, é esta capacidade de responder à Supervida. A capacidade de uma espécie, de um povo, de uma cultura, a capacidade de um todo coordenado, responder conscientemente à Supervida.  A capacidade de compreender qual é a função do homem e aspirar a dar o passo ardente. A dar o passo ousado. Mas, não só dar o passo ousado, como manter esse Fogo activo. Como manter essa irradiação viva, esse Fogo vivo, esse Fogo verdadeiro activo.

Sempre que houve ousadia no passado, a consciência expandiu-se.

Todas as histórias, todos os episódios, todos os momentos verificados na expansão de consciência, seja no plano tecnológico, no plano social, no plano cultural/artístico, no plano espiritual ou no plano iniciático, sempre que há ousadia, a consciência expande-se. E expande-se, para poder receber melhor os envios da Supervida. Na verdade, a Supervida é activa. Os Mares de Fogo são activos. Eles buscam  impregnar toda a consciência aberta. Eles não têm a mínima tendência para nos abandonar. Eles buscam constantemente impregnar, saturar, a consciência aberta.

E o universo é uma experiência alquímica, na qual a Mãe, a responsável pela organização da substância, busca moldar a forma perfeita. O suporte exacto para a descida da Supervida.

O objectivo da criação é manifestar a Supervida.

Quando isso acontecer, como se disse, o tempo termina. Por enquanto, nós somos vivos. Mas não somos, ainda, Supervivos. A era em que estamos entrando, é uma era em que o esforço de evolução espiritual no planeta, é feito, principalmente, através da Mãe.

Existem planetas conhecidos à escala cósmica, como planetas de tipo UR, que têm a função de testar e de envolver a vida em muitas direcções: na direcção da biodiversidade, na direcção do refinamento dos sistemas nervosos, na direcção da ampliação de consciência, na direcção, portanto, da capacidade da substância captar o Divino.


Chamam-se estações Ur, porque são zonas do universo onde é colocado um vórtice de grande aceleração vibratória. Ou seja, uma Hierarquia, e uma cidade Sagrada oculta, que representa para aquele planeta a sua contraparte na eternidade. 


Shamballa/Miz Tli Tlan, guardam a contraparte eterna de toda a Terra, e de todos os ciclos evolutivos terrestres. Em Shamballa/Miz Tli Tlan está guardado o ponto ómega da evolução terrestre.
 
A Terra é uma estação Ur, é um planeta destinado, portanto, a aperfeiçoar a matéria ao mais alto grau possível. Existem planetas imateriais em outros tipos de evolução cósmica, que não chegam a um grau de convexão, dentro da gravidade física, tão potente. Isto é, nesses planetas existe massa, mas não é uma massa com um grau de concreção como a Terra passou.


E por outro lado, existem planetas mais densos do que a Terra, mas que não têm funções de aperfeiçoamento das ligações, Substância - Verbo Criador.
Estações Ur são planetas que nascem para serem polidos como uma jóia, e para explorar o potencial da substância nesses vectores: biodiversidade, refinamento eléctrico, capacidade de fixar o Divino na substância, capacidade de revelar a vida Divina, supremo refinamento da consciência.


Estações Ur são, portanto, planetas que têm todas as condições para serem polidos pelas Hierarquias, até resultarem como uma jóia - se vocês quiserem, como uma safira, ou como um diamante. Uma safira planetária. Um diamante planetário.

No início, é sempre dada a oportunidade a um planeta de,  num espaço de tempo muito curto, exprimir essa Supervida. Ou seja, a evolução universal é uma forma de transportar a vida de vaso em vaso, até à Supervida - que é a Vida Divina Imortal.

No início, existia uma raça que havia sido cuidadosamente preparada pelos Elohim, pelos Pensadores originais, para representar a Supervida num tempo mínimo possível. Isto é, havia uma raça original, uma primeira raça, que tinha sido preparada pelos Elohim, pelos Pensadores originais, para revelar a Supervida num mínimo de tempo evolutivo possível.

Quando o Pai gera uma estação Ur, como a Terra, Ele envia uma representante sua, que é descrita na Metafísica do Médio Oriente como Shekhina - a Presença.  Shekhina, traduz-se em termos ocidentais por Espírito Santo. Quando o Pai gera uma estação Ur, Ele envia uma representante sua, algo que nós poderíamos definir como um Logos feminino, ou um aspecto feminino do Logos criador. Mas esta Shekhina, este Espírito Santo, tem poder presencial. Não tem apenas um poder iluminativo, tractor, revolucionário..., Ela tem também um poder presencial.

O que é que isto significa? 

Que a Shekhina, isto é, o aspecto feminino de Deus, a Mãe do Mundo, tem uma parte sua, uma contraparte da sua vibração, capaz de se fixar na atmosfera do planeta e iluminá-lo por si.


Ou seja: Shekhina, pode-se tornar visível, conscienciada através dos sentidos, assimilável, como a Luz Divina nos éteres, preenchendo toda a criação. É a própria radiação do Espírito criador sobre o aspecto feminino, já plenamente fixada nos éteres inferiores da criação. Porque nos éteres superiores, esse é o seu reino por excelência.

E a Shekhina já esteve plenamente vibrando na Terra.

No início, a Presença Divina saturava a atmosfera. A atmosfera da Terra, no início, era luminescente. Havia uma Luz Sagrada no éter, no éter espacial, no éter geográfico. E as curvas de oxidação celular eram nulas. O que equivale a dizer, que toda a Terra viva era imortal. E toda a Terra, a começar pela raça residente, essa raça construída pelos Elohim para revelar a Supervida, toda a Terra era em Glória! Todo o planeta vivia aceleradamente, na direcção da Supervida.


Como a Terra atingiu um certo grau de refinamento na resposta à Supervida, ela tornou-se extremamente apetecível para certas hierarquias de mestres cósmicos, que tinham sido descontinuados do projecto do Pai. Digamos que nós poderíamos definir, como Hierarquias decaídas do projecto do Pai. E estas hierarquias implantaram na Terra um gigantesco sistema de controle, e cortaram o poder de diferenciação do nosso ADN. As principais antenas da Luz, que são as moléculas de ADN, foram desligadas. A  capacidade do nosso suporte de fixar a vida, foi diminuída. E a Terra caiu em entropia. Tanto assim, que a entropia é vista pelos nossos irmãos Físicos, como uma realidade omnipresente. Como se tudo estivesse sujeito à lei da entropia.

Como estes deuses caídos se alimentam do medo, e da evolução colectiva, eles usaram as emoções como quem usa uma fonte de alimento para eles. De certa forma, sempre que nós nos deixamos manipular pelo medo, ou por emoções que não vêm do profundo, estamos a alimentar estas hierarquias descontinuadas. Estes pseudocriadores.

 

Na segunda parte deste trabalho, nós vamos ver de que forma - pelo menos até um certo ponto, porque tudo isto, no fundo,  é apenas uma introdução - nós vamos ver de que forma, é que a Terra foi limitada, e a sequência através da qual a Shekhina, a Presença Divina no ar, a Presença Divina nos éteres, a Presença Divina totalmente instalada na Terra, a forma como a Shekhina, a Mãe do Mundo, se foi velando cada vez mais. Se foi excluindo da superfície da Terra. E, inversamente, a forma como essa matriz de controle colectivo, instalada pelos deuses caídos, pelas hierarquias descontinuadas, a forma com essa matriz se foi instalando, e foi desconstruindo o Paraíso Terrestre e, simultaneamente, limitando o homem.      

 

(Segunda Parte)

O nosso Planeta, a Terra e, como nós vimos na primeira parte deste trabalho, é uma estação Ur. E este nome, Ur, é um termo que é útil, que possa tornar a  habitar a nossa consciência, porque de alguma forma, o desenvolvimento dos próximos tempos, no que diz respeito ao trabalho em Portugal, tem pontos de contacto com a realidade que esse nome - Ur - guarda. 
Quando se diz que a Terra é uma estação Ur, isso significa que a Terra foi estudada, criada, equipada, pelos Criadores de Planetas, pelos Arquitectos Cósmicos, para no mínimo de tempo possível, da forma mais sublime possível, demonstrar um casamento entre o alto refinamento de substância e o próprio Espírito Criador; demonstrar a acoplagem perfeita, e aquilo que resulta dessa acoplagem perfeita entre a matéria e o Espírito. E, portanto, revelar uma Supermatéria e um Espírito descendente, que uma vez unidos, estão para além desta dualidade. Estão para além..., já não se fala mais em matéria ou em Espírito.  É um Superestado.  Uma Superexistência.

E a Terra foi, então, planeada, amada, reunida, trazida à manifestação, para revelar a Supervida. Como, aliás, todo o universo. Todos os universos. O que se passa, é que a Terra estava destinada a fazer isto num arco temporal mínimo. E portanto, ser polida, acelerada, purificada, transformada, em muito menos tempo. E para isso, os Elohim, os Criadores Originais, geraram uma raça, a Raça Adâmica - que era uma raça que tinha condições para ancorar essa perfeição, para revelar essa perfeição, para ser essa perfeição. E então, por detrás da criação da Terra, existe este espírito jóia, este espírito diamante, esta busca da manifestação, de uma Safira Macrocósmica. De um Diamante, de uma Safira Macrocósmica.

E, como se disse no início, é sempre dada oportunidade a um planeta Ur, a um planeta de tipo Ur, - e há bastantes mais planetas nessas condições - de, num espaço relativamente curto, num espaço de tempo relativamente curto, exprimir a Supervida. Ou seja: a evolução universal, tal como ela se exprime na Terra, é uma forma de transportar a vida de vaso em vaso até à Supervida.


Quando o Pai, como se disse também, gera uma estação Ur, Ele envia uma representante sua, a Mãe Divina, algo que pode ser compreendido - dentro de todos os limites - mas pode ser compreendido como um Logos directamente ligado ao Logos além do nível solar, directamente ligado à Ascensão da matéria. E quando o Pai gera uma estação Ur, Ele envia este Logos feminino - se é que esta expressão faz algum sentido - que se instala em toda a substância planetária. E a erupção do poder radiante deste Logos, a Mãe do Mundo, é tão potente que a própria atmosfera se ilumina. Os éteres são energizados. Os éteres inferiores são altamente energizados, ao ponto de se tornarem incandescentes. 

Então, havia vários pontos em épocas passadas da História da Terra, em que não só a atmosfera como um todo era luminescente, como  havia concentrações desta Presença, a Shekhina - ou, para usar a expressão ocidental, o Espírito Santo - havia zonas onde a concentração do Espírito Santo na atmosfera (estou a falar de realidades geográficas), a concentração do Espírito Santo na atmosfera era tão intensa, tão alta, que irrompia sob a forma de uma coluna de Fogo - aquilo a que alguns ambientes chamam a Chama da Ascensão

Então, além de haver uma luminosidade que se espalhava por toda a atmosfera, existiam zonas de convexão ainda mais altas da Presença da Mãe do Mundo e da Presença da Shekhina, da Presença Divina no éter, que irrompia sob a forma de um Fogo. E esse Fogo era guardado por Anjos. E a essas convexões especiais da presença do Espírito Santo, chamava-se a Chama da Ascensão.


Onde se quer chegar, é que a Shekhina já esteve plenamente vibrando na Terra.

No início, a presença Divina inundava a atmosfera. Então, o planeta, e a própria raça residente no planeta, existiam em Glória! Havia uma Glória imanente à própria natureza da substância,  no início. E a curva de crescimento prevista para essa raça original era muito rápida. De forma a que pudesse ancorar mais cedo a Presença do Pai, e operar a fusão Pai-Shekhina, que revelaria o Cristo Cósmico. E, simultaneamente, revelaria a Safira Macrocósmica em que a Terra estava - e continua estando - destinada a se transformar.

E como se disse na primeira parte, quando a Terra atingiu um certo grau de refinamento na resposta à Supervida, ela tornou-se extremamente apetecível para certas hierarquias de mestres cósmicos, que haviam sido descontinuados do projecto do Pai - certas hierarquias que se tinham distanciado da visão integral, da visão total, da Vontade do Pai. E essas hierarquias abateram-se sobre a Terra, justamente porque a Terra tem este potencial de se tornar numa Safira Galáctica, num Diamante Galáctico..., elas abateram-se sobre a Terra e implantaram um gigantesco sistema, uma matriz consciencial,  de controle colectivo.

E essa matriz reflectiu-se em tudo: na vida das nossas células, na quantidade de energia que pode circular ao longo da nossa coluna vertebral - ligando o cóccix à medula oblongata - na química oculta do sangue, na velocidade de oxidação celular, na forma como a atmosfera filtra ou deixa de filtrar certos raios solares... 

E a instalação progressiva desta matriz de controle fez com que a Shekhina, a Mãe do Mundo, colocasse um véu sobre o seu rosto.  Porque a superfície da Terra - e a forma como a humanidade de então gradualmente se afinizou com essa matriz de controle - a superfície da Terra e a consciência à superfície tornaram-se indignas, isto é, perderam similitude, semelhança vibratória, com a Energia da Mãe.

Então a Mãe foi recolhendo o seu Manto, e foi velando, gradualmente, o seu rosto. E a Terra entrou numa longa noite de entropia.  Numa longa noite de morte, de erro, de ego, de ignorância e de medo.

E nós vimos também, que estes deuses caídos, no fundo, alimentam-se do medo que eles próprios criam em nós. E alimentam-se das emoções colectivas. Eles usam as emoções, como quem usa uma fonte de alimento. De certa forma, as figuras objectivas, nas quais nós projectamos a nossa consciência, passaram, a partir de então, a ter uma função ambígua: tanto podem ser usadas como transporte da consciência para o Plano Original, como podem ser manipuladas por essas hierarquias intermédias para aprisionar a consciência colectiva. Ou seja: a mesma imagem da Virgem Maria pode ser usada para libertar ou para aprisionar a consciência. A mesma imagem. Depende da entidade oculta que a utiliza, ou da sensibilidade do devoto que se aproxima da uma imagem. Isto é só um exemplo da ambiguidade em que a Terra se tornou.

A Presença Divina, que no início saturava toda a atmosfera e que brincava com toda a criação, recolheu-se. Quando se diz que saturava toda a atmosfera, é preciso ir mais fundo, ainda.

Esta Presença Divina - Shekhina - é o enviado do Pai, que ancora como uma chama de suspensão, e que atribui à substância Leis Celestes, que atribui à substância leis que colocam a substância num patamar de vibração muito próximo da Ideia Original, do Arquétipo na Mente do Pai. Esta Shekhina, esta Presença, a Mãe Divina, Ela está na atmosfera - isto é, num planeta sagrado, num planeta de quarta, quinta, sexta dimensão, ela está na atmosfera, está no âmago dos átomos, mas totalmente expressa, totalmente liberta.

E o Projecto Original dos Elohim incluía a presença da Mãe do Mundo no seu mais alto grau,
de forma que esta raça, a Raça Hiperbórea, pudesse ancorar o Pai e, em muito pouco tempo, exprimir a Supervida. Era um outro caminho que estava previsto. Mas com a instalação da matriz de controle, e com a adesão da consciência dessa raça original, com a adesão gradual dessa raça original à matriz de controle, a presença da Mãe recolheu-se.

Ela é comparável a um Fogo Branco que vem do Profundo da Terra. Do Interior da Terra.

E hoje, quando falamos em Miz Tli Tlan, Miz Tli Tlan é o Centro Guardião dessa Presença Divina, a Shekhina.

E Lis, no seu aspecto Fátima,  é o Espelho, Primeiro Espelho para a superfície, que deverá irradiar de novo esse Fogo Branco, através do Chakra Cósmico de cada átomo. Através do Centro Cósmico de cada átomo. E é claro que, quando nós dizemos Centro Cósmico de cada átomo, isto é um ponto de reflexão. De contemplação. De meditação.

Quando Jesus disse, Eu vou, mas deixo-vos o Espírito Santo, Ele estava a referir-se a algo, Ele estava a reconstituir algo que existia no início, no Plano Original. Ele estava a reconstituir, quando Ele dizia Eu vou, mas deixo-vos o Espírito Santo, Ele estava a reconstituir algo que existia no início. Agora,  este Espírito Santo a que Jesus se refere é um aspecto da Mãe destinado à iluminação da mente. Destinado à inspiração da mente. Destinado à elevação e à exaltação da Luz na mente.

Mas o Espírito Santo, como uma Realidade Divina Integral, Ele tem chaves para a mente, para o emocional secreto, isto é, ao nível secreto do corpo astral - capaz de reflectir a Alegria e a Sabedoria do Pai, e o Deleite do Pai - e chaves para o corpo físico/físico-etérico.


O espectro integral do Espírito Santo vai muito além da iluminação da mente: inclui o emocional secreto - os níveis secretos do emocional onde está guardado um único sentimento, que a maior parte dos seres humanos não conhece - e o físico secreto: o nível secreto do corpo físico e dos átomos físicos.  O Espírito Santo é essa Luz que animava a vida em todos os seus aspectos físicos, de sentimento e de mente, segundo o Plano Original. E é justamente a Shekhina, o Espírito Santo, que se começou a recolher e a retirar para o âmago do planeta.

E esse Grande Caudal de Vibração, que ancora naquilo a que podemos chamar o Éter Primordial, esse Grande Caudal, recolheu-se no interior da Terra, e é custodiado hoje por Miz Tli Tlan, tendo em Lis-Fátima o seu principal Espelho reflector para a superfície. 

Houve uma fase em que os vulcões já tinham arrefecido. Então, tu tinhas estas planícies tranquilas, onde muitas espécies experimentais já tinham sido extintas e removidas da Terra. Gradualmente a raça Hiperbórea - a raça destinada a ancorar o Divino e a casar o Divino-Pai com a Shekhina/a Presença na atmosfera e nos éteres - a raça Hiperbórea começou a adquirir densidade. Contacto progressivo com a matéria. Foi nesse momento que a matriz de controle foi instalada. Aquilo que deveria ter sido um suave tocar da matéria, para depois subir de novo segundo o Plano Original, transformou-se numa Queda. Estava previsto que esta raça original tocasse a matéria. Estava previsto que interagisse com a matéria. Estava previsto que se interligasse e permitisse prolongamentos da sua consciência regente entrelaçar-se com a evolução substancial. Tudo isto estava previsto.

Mas a curva descendente deveria ter sido muito mais suave. Isto é, um penetrar na matéria com a consciência, trazendo a Presença do Pai por dentro e vinda de cima, de forma transcendente, e casando essa Presença do Pai com a Presença da Mãe, a Shekhina - que vibrava como um Fogo branco à superfície de todas as partículas materiais. Foi nesta altura que a matriz de controle foi instalada. Então, aquilo que deveria ter sido uma descida suave, com o retorno para o Alto, transformou-se numa Queda.

Estava previsto que a Consciência Hiperbórea se revestisse gradualmente de pirâmides bioquímicas terrestres, feitas de hidrogénio e carbono - que é o nosso corpo, uma pirâmide bioquímica.  E depois iria seguir com um mínimo de serpenteado, com um mínimo de dispersão, o Plano Original. O que aconteceu foi uma secção em relação ao poder de retorno, um corte com o poder de retorno, e portanto, uma Queda a um nível  cada vez mais denso de manifestação.

Neste processo, a Shekhina, o Espírito Santo, recolheu-se em duas fases.
Na primeira fase, até à Atlântida, Ela recolheu-se aos Templos.


No Plano Original do Pai, vocês sabem, não existem Templos. Tal como num Planeta Sagrado, não existem Templos. Nas Esferas Superiores não existem Templos. O Templo é um ecossistema energético que tenta compensar um adormecimento. Um recolhimento de Divindade.

E no início, a Terra estava saturada pela Shekhina. Ela vibrava de acordo com o Divino. Isto é, a Mãe Divina planava na superfície de todas as partículas. Uma incandescência eternizante. Que eternizava todos os constituintes do Planeta. Essa incandescência estava connosco.

E essa parte feminina do Logos Planetário foi-se recolhendo cada vez mais, e instalou-se no interior dos Templos. Então, durante a Atlântida deu-se a fundação dos Templos. E foi aí, que se instalou a divisão entre sagrado e profano.

Vocês entendem, que quando o Divino - que era uma evidência para a consciência, o sentido de eternidade era um facto estabelecido na consciência do Homem Primordial,  do Homem Adâmico, do Estado Adâmico - quando a Divindade Feminina se começa a recolher, e se recolhe aos Templos, isto é, a Shekhina, a Presença, passou a estar sensível, assimilável, contactável, apenas no interior dos Templos. Quando isto acontece, devido à instalação progressiva da matriz de controle, instala-se também a divisão sagrado, profano. Esta divisão não existia no Plano Original.

Então, nessa fase havia regiões do planeta em que havia uma saturação da Presença da Mãe. E outras regiões em que não havia, sequer, Presença nenhuma da Mãe. E estas regiões, esta compartimentação, deu origem aos Templos. E deu origem, inclusive, à função sacerdotal.

Na Raça Adâmica, no projecto original, poderíamos dizer que todos eram sacerdotes. O que equivale a dizer, que nenhum era sacerdote. Porque a função sacerdotal em si, não existia. A saturação da Mãe sobre todas as coisas era tão grande, tão imensa, e a latência do Pai à superfície da consciência da Raça Adâmica era tão forte, que a função sacerdotal não era necessária. A Sacralização do Planeta era iminente.

Mas depois deu-se esta fragmentação, e a Mãe foi-se recolhendo cada vez mais ao interior da Terra e velando o seu rosto. Da mesma forma, Ela manteve pólos, nexos, claustros, nichos, da sua Presença nos Templos. E isto aconteceu no corpo da humanidade como um todo. Isto é, aconteceu no planeta Terra, geograficamente - havia montanhas onde ainda se via a Presença da Chama da Ascensão; colinas onde ainda se percebia, directamente, a Presença da Chama da Ascensão. Nas outras regiões, onde não só a presença da Chama como uma convexão especial já se tinha retirado, como a Presença simplesmente, a Presença  da Shekhina como um todo, já se tinha retirado. 

Mas isto aconteceu não só no planeta, como também no próprio corpo humano.
O meu corpo actual não é um Templo. Ele foi um Templo há muitos, muitos milhares de anos atrás. Actualmente, apenas certas regiões do corpo são, ainda, um Templo. Aquilo que foi a atrofia progressiva do Espírito Santo, e o recolher progressivo da Shekhina para o interior da Terra, reflectiu-se igualmente no nosso corpo, visto que ele é uma tradução directa, fiel, da evolução da Terra.
O nosso corpo é uma extensão da entidade Terra. A Terra evolui, o nosso corpo evolui.


A Terra atrofia a sua Luz - como aconteceu com a instalação da matriz de controle - o nosso corpo físico tem a sua Luz atrofiada.

E hoje existem apenas três pontos que são um Templo. Esses pontos são: a pineal, o cardíaco direito e a região do sacro. Estes três pontos são Templo.

Vocês sabem que existem lendas judaicas, antigas, que referem o tempo de Enoch. E antes do tempo de Enoch. Quando se falava do Jardim, dizia-se que a Presença, a Shekhina, saturava todo o Jardim.  E que mesmo depois de Adão ter sido expulso, ele ia até à entrada do Jardim para contemplar o Jardim e para contemplar a Shekhina. E aí, ele via, quando ia até à entrada - porque ele não podia entrar. Mas era-lhe permitido ir até à entrada, e voltar a olhar lá para dentro (interessante como isto tem muito a ver com os Mundos Intraterrenos...) - e quando ele via a Shekhina, ele percebia que Ela era como um brilho. Que tinha o poder de iluminar a Terra inteira. E que a Shekhina, a Mãe do Mundo, esse Brilho que se tinha recolhido, ainda mantinha a Terra ligada aos Grandes Tractores, aos Grandes Dínamos de Divinização da matéria. Este ponto da lenda judaica refere-se à função tempo.

E à medida que a Shekhina se foi recolhendo, à medida que este Fogo Branco que pairava com e dentro da substância se foi recolhendo..., e portanto toda a substância da Terra voltou a um estado de mera evolução natural, à medida que se deu este recolhimento, os Mundos Internos foram, todos eles, instituídos como Templos Guardiões da Shekhina. Sendo que o principal, hoje, que representa justamente a própria Mãe Divina, é Miz Tli Tlan.

Quando Adão está no Jardim e a Presença do Pai sob a forma de Espírito Santo satura tudo, não existe a função tempo. Mas quando se dá a separação, e quando se dá uma dissociação em relação ao Plano Original, passa-se a chamar sagrado, o que vibra de acordo com o Plano Original. E profano, o que vibra fora do Plano Original. Na verdade, não há mitologia sem esta linha divisória. Quando esta linha não está presente - esta divisão entre sagrado e profano - existe Gnose, o Conhecimento Supremo. Assim que há quebra do diamante, assim que há uma quebra do Plano Original, saímos do nível gnóstico e entramos em mitologia, entramos em ciências tradicionais, entramos em conhecimento esotérico..., e nasce o conto, a lenda, sobre aquilo que aconteceu.


Mas com a presença da Shekhina, saturando toda a atmosfera terrestre, com a presença da Mãe saturando toda a atmosfera terrestre, não se fala de conhecimento, ou de ciências tradicionais, ou de conhecimento esotérico. Existe o estado gnóstico do ser - um estado hermético, no qual Consciência, Substância, Vida, Pai, Mãe e Filho, se reconhecem instantaneamente a uma velocidade infinita. 

Quando a Mãe observou o grau de desconexão em que a Terra entrou, na fase da Atlântida, ela velou o seu rosto e recolheu ao interior do Sacrário. É interessante, porque a expressão Sacrário indica isso mesmo: uma casa que guarda o Sagrado. E a nível da nossa anatomia, o recolhimento do Espírito Santo traduziu-se pela passagem da pineal, que tinha o tamanho quase de uma bola de pingue-pongue, para o tamanho de uma ervilha. Houve uma atrofia da pineal. Quando não se usa algo, quando algo deixa de ser usado por nós, a natureza encarrega-se de o fazer desaparecer gradualmente do nosso corpo. Quando um órgão não é utilizado, a natureza encarrega-se de o fazer desaparecer gradualmente do nosso corpo.

O Vórtice no centro da consciência cerebral, como vocês sabem, este Vórtice, este Íman, no centro da consciência cerebral, é activado através da Adoração do Divino. Da Adoração.

Com a Queda, a Presença foi-se retirando, concentrando-se cada vez mais no centro, no centro da pineal, até que simplesmente implodiu. Ou seja: nós hoje somos seres atrofiados na nossa Divindade imanente, por uma implosão da Mãe Divina. A Mãe Divina implodiu. Recolheu-se gradualmente dos nossos membros, recolheu-se gradualmente dos nossos órgãos, recolheu-se gradualmente do nosso veículo, até que implodiu - desapareceu completamente. Ficou guardada no âmago total, no âmago profundo destes três pontos: sacro, cardíaco direito e pineal. Claro que o ponto que mais directamente tem a ver com a Mãe é o sacro. E nós já vamos ver um pouco mais sobre isso.

A Mãe foi-se concentrando cada vez mais no centro destes Templos localizados no corpo, ao mesmo tempo que se ia concentrando cada vez mais nos Sacrários dos Templos. Nas câmaras dos Templos construídos no exterior geográfico. Até que Ela implodiu. A Mãe saiu pelo ponto onde tinha entrado.

No nosso caso, isso tem muito directamente a ver com o recolher dos poderes de imortalidade, cada vez mais na direcção do cóccix, até ao momento em que o nosso poder de manter a imortalidade do corpo inflecte, e recolhe-se num ponto infinitesimal na zona do sacro. O único aspecto desse poder de imortalidade - que é a Mãe que confere ao corpo físico, assim como o Filho confere imortalidade à consciência e à alma, e o Pai é a própria imortalidade da Mónada - esse ponto, o único reflexo desse poder de imortalidade que nós temos presentes no corpo, é a função generativa. É a capacidade de nos reproduzirmos. É a energia sexual.

Esta energia sexual é um resíduo, ou se quiserem, é uma sombra, um reflexo nas funções do corpo, do poder da imortalidade. E é através dessa energia que nós nos perpetuamos. Portanto, que num sentido bastante figurado, mantemos um certo tipo de imortalidade. Tudo isto tem a ver com os Mistérios de Escorpião. Escorpião é o campo de frequência - na totalidade da Energia Divina - Escorpião é o campo de frequência que opera o câmbio entre a imortalidade expressa sexualmente, portanto através da procriação - o homem generativo - ou a imortalidade expressa dentro do próprio circuito humano. Aquilo a que nós podemos chamar a regénese. Ou o renascimento da matéria dentro do próprio ser. Do mesmo ser.

O Logos Planetário tem duas polaridades que são condição de manifestação: tem uma polaridade masculina que se reflecte no Senhor do Mundo, e tem uma polaridade feminina que se reflecte na Mãe do Mundo.

O Senhor do Mundo actua de cima para baixo. A Mãe do Mundo actua de baixo para cima.

Shamballa é o Órgão, o Espelho, o Vector de expressão do Senhor do Mundo.

Miz Tli Tlan é o Espelho reflector da Mãe do Mundo.

E a Mãe do Mundo, Ela entra no Coração Oculto da Terra e, a partir daí, o seu Cântico é emanado para toda a Criação Planetária. No fundo, nós estamos a falar de Consciências Galácticas ao serviço da Evolução Cósmica, neste Planeta.

A Mãe do Mundo é de onde vem a força do Espírito Santo e para onde se dirige a força do Espírito Santo, sempre que termina o seu circuito criador.

Quando na Alântida o Espírito Santo se recolheu para o interior dos Templos, a Mãe do Mundo era tangível, como se disse. E Ela tornou-se gradualmente a matriz de todos os protótipos da Deusa.

Num plano elemental, a Mãe do Mundo exprime-se como Gaia: a soma de toda a Força Elemental Terrestre.


No plano da revelação, a Mãe do Mundo exprime-se como Maria, Isis, e assim sucessivamente.

Então, este ser é a Matriz. Trata-se de um Logos, de um aspecto do Logos Planetário, que em si mesmo é Logos. E é um Ser com uma Evolução Imensa! Uma Consciência Galáctica, que tal como Sanat Kumara reflecte o aspecto masculino do Logos, a Mãe do Mundo reflecte o seu aspecto feminino. O nome da Mãe do Mundo permanece oculto.

Nós temos tido acesso, através de sucessivas dispensações, ao nome do Senhor do Mundo. Aquele que reflecte o Princípio Pai. Temos tido estes nomes: Melchizedeck, Sanat Kumara, e recentemente através de Sarumah, nós recebemos o nome Amuna Khur.

Porém, o nome da Mãe do Mundo permanece secreto, tal como o seu rosto permanece velado.

Mas com a emergência de um ciclo de expressão Miz Tli Tlan e Lis-Fátima, a Mãe do Mundo prepara-se para levantar o seu véu.

Lis-Fátima é o Órgão da Consagração da consciência e da substância que disseram sim à Revelação Universal. Lis-Fátima é o Espelho de Consagração.
E através do filamento Lis-Fátima/Miz Tli Tlan,  emerge de novo a Radiação Branca Omnipotente da Mãe, vinda de baixo, do interior da Terra. Como um Vulcão Branco!  Um Vulcão de Luz Branca Reveladora que nada pode impedir de emergir!

Miz Tli Tlan é o Dínamo que ejecta, de novo, para a superfície o Éter Primordial. O Véu da Mãe Divina, o seu principal campo de ancoragem, o seu principal elemento, o Éter Primordial - que é um dos quatro níveis de Éter do plano físico-etérico; é o nível mais alto do éter do plano físico-etérico. O chamado Éter Reflector - e este Éter Primordial está retornando à superfície, ejectado em massa e em Glória, a partir de Miz Tli Tlan, na zona da Bolívia, do Lago Titicaca e do planalto entre a Bolívia e o Peru e o Brasil.

Lis-Fátima recebe esta massa de Luz e adapta-a gradualmente ao Jardim Terrestre. Isto é, funciona como um ajustador que promove, primeiro, a Consagração dos corpos - do corpo físico terrestre macrocósmico, do corpo astral terrestre macrocósmico, do corpo mental terrestre macrocósmico - opera a Consagração da Terra. E uma vez a Consagração da Terra tendo sido operada, liberta, de uma forma ajustada, o Poder tremendo da Shekhina sobre todas as partículas.

Tudo isto é uma preparação para a descida do Segundo Raio de Órion, que chega até nós via Sirius-Sol. A descida deste Segundo Raio - a que alguns ambientes chamam o Cristo Cósmico - esta Energia Crística, está a chegar à Terra numa potência cada vez maior. Mas para que ela ancore, primeiro tem que se dar a Consagração: a Consagração dos corpos terrestres, a Consagração da biomassa, a Consagração dos éteres, a Consagração dos elementais, a Consagração de toda a Terra. Parte desta Consagração macrocósmica é a Consagração do teu ser - dos teus corpos físicos, emocional e mental. E é esse o trabalho de Lis.

Como se disse, com a segunda Queda da Atlântida, a Mãe saiu da acção directa sobre a evolução humana e recolheu profundamente para dentro do Sacrário. Hoje, é perfeitamente possível que existam ainda alguns Templos ortodoxos, católicos ou de outras religiões, cujo Sacrário contém algo desse Éter Primordial. Assim como é altamente provável que a maior parte dos Templos não contenha. Isto significa que as religiões, hoje, são entidades descontínuas. Alguns Templos contêm a Presença, outros não. Isso depende dos sacerdotes presentes, da consciência presente, do grau de devoção e ardor com que a invocação é feita, do grau de amor que une o sacerdote à assembleia e da capacidade de manter a pureza da vontade e do propósito original de um Templo.

A nova etapa marca uma alteração completa do corpo físico, etérico, emocional, mental, tanto microcósmico como global, planetário. Nós estamos num tempo de mutação. Nos últimos anos, o nosso corpo espiritual, os veículos transcendentes, receberam um tremendo impulso da Hierarquia. As nossas Almas já se libertaram. E estão viradas para a Mónada, recebendo o Vento Divino.

Esta emergência, esta re-emergência da Mãe Divina e a devolução da Terra à sua trilha original de evolução, este trabalho de Miz Tli Tlan/Lis-Fátima, tem na Hierarquia, que em tempos foi conhecida como Elias e João Baptista, um dos principais focos de actuação. Mas por enquanto esta informação não será desenvolvida.

O que nós vamos ter nos próximos anos, é um ritual planetário de reconfiguração do corpo, da mente, das emoções, em relação ao ponto em que as Almas já estão. As nossas Almas deram um salto muito alto nos últimos vinte anos, sem que a maior parte das consciências tridimensionais tenham dado conta disso. O que nós vamos ter a seguir, é o ritual planetário de actualização da personalidade humana, da personalidade do homem terrestre, de actualização com o ponto  em que a Alma já se encontra.

Ou seja: os nossos veículos subtis, internos, superiores, já estão vibrando na Nova Terra. Nós temos zonas do nosso ser que já estão na Nova Terra. Para não dizer que temos zonas do nosso ser que já estão na Nova Jerusalém.

Mas devido à ausência da Shekhina, devido à ausência desta Chama de Fogo que desce na pineal, que desimpede a Coluna-de-Cristal, o processo tem estado a ser gradual. Porque, para que haja uma iniciação da matéria planetária como um todo, é necessária uma Consagração - que é o que estamos a viver, a partir de 2003 - a Consagração de toda a substância planetária. Isto inclui o teu sangue, o teu sistema nervoso, as tuas células, os teus corpos astral e mental..., isso está a ser Consagrado pela Mãe Divina.

E à medida que o Espírito Santo volta, dá-se um Pentecostes colectivo. Um Baptismo de Fogo Global. E este Baptismo de Fogo é a Shekhina vibrando sobre a tua cabeça. É a Shekhina preparando o campo substancial do indivíduo para receber o Pai;  e para receber o Cristo Cósmico e para poder aguentar, se quiserem, a voltagem, a sobrecarga energética do Cristo Cósmico.

Então, a matriz de controle, hoje, já está francamente fragmentada pelo poder da Luz. E estamos agora nesta matriz intermédia, a que podemos chamar Matriz Melchizedeck, porque é uma matriz que lida com o poder da Luz. E esta Matriz Melchizedeck está a preparar o homem, a consciência colectiva, todos os seres, para a chegada do Cristo Cósmico, mais à frente. Isto é, a Matriz Melchizedeck, unida à Mãe do Mundo, operando através de Seres como Maria e Elias - para usar termos antigos, porque estes Seres têm novos mantras, têm novos nomes - esta Matriz Melchizedeck está em acto, e começa a ganhar cada vez mais potência a partir de 2003.

E à medida que esta Chama de Fogo se instala sobre ti, esta Pomba desce sobre a tua pineal, à medida que esta Pomba de Fogo, que é o retorno da Mãe vinda do Profundo da Terra e simultaneamente dos níveis Superiores do Cosmos - porque num certo sentido são equivalentes - à medida que isto se instala e desce na pineal, este Fogo, a Shekhina, desimpede a Coluna-de-Cristal. E então, as pessoas aprendem a respirar cosmicamente. E não apenas a respirar pelos pulmões. E aprendem a alimentar-se cosmicamente. E não apenas a alimentar-se através do aparelho digestivo. E dá se uma ligação progressiva da Mãe com o Pai. Isto é: do cóccix - onde estão guardados os  segredos da imortalidade do corpo - com a pineal, que é também o Centro da Vontade Divina.

E esta ligação, da Mãe com o Pai, dá-se através do Filho. Isto é, do Coração aberto, do Coração desbloqueado, do Coração sorrindo para a Existência. Aberto à Existência Cósmica Superior.

E nesta Coluna-de-Cristal, tu tens na base as Energias de Iberah e Miz Tli Tlan; e tens no topo a Energia de Shamballa. É como se Shamballa  estivesse ligada à pineal da Terra, assim como Miz Tli Tlan e Iberah operam com a Energia coccígea da Terra, e também com o segredo da imortalidade no teu cóccix - com a metasexualidade.

Lis-Fátima corresponde ao Coração. Corresponde, de certa forma, à Frequência Intuitiva. Corresponde à abertura do Coração para a Consagração Universal.

Quando isto acontece, quando dentro de ti Shamballa, Lis-Fátima e Miz Tli Tlan se alinham, e os disparos de Fogo percorrem a tua Coluna-de-Cristal, espalha-se um Novo Código Genético. Que é o mesmo que dizer que é reactivado o Código Genético Original. O Código Genético Adâmico. O estado Primordial do Ser. E a partir daí, uma Nova Realidade é instalada no corpo todo.

Com a ausência, ou com o recolhimento do Espírito Santo na Terra, primeiro nos Templos e depois nos Sacrários - e hoje, até à data, já nem se sabia muito bem onde Ele estava - este recolher em várias fases traduziu-se por uma ausência de protocolo Divino na aceleração da personalidade.
Ou seja: até aos anos oitenta, o agente que aceleraria a personalidade ao mesmo tempo com que o Cristo acelera a consciência, este agente, estava ausente.

Entretanto, é justamente essa Pomba que voltou e está sobre as nossas cabeças.

O Cristo Cósmico acelera a consciência e sacraliza definitivamente um planeta. É um signo que é plasmado, desde o âmago da matéria até aos níveis transcendentes de um planeta. Quando o Cristo Cósmico volta a instalar-se, o planeta foi reintegrado à Grande Auto-Estrada de Luz e Vida que o liga ao Propósito Divino em comunhão com as Consciências Galácticas Superiores. Quando o Cristo Cósmico faz isto, o planeta foi resgatado da sombra, foi resgatado da matriz de controle, e foi resgatado da depressão dimensional em que ele se encontrava. Mas este Cristo acelera a consciência! E até aos anos oitenta, nós não tínhamos presente o acelerador da expansão da vibração dos corpos, que é a Mãe Divina.

Mas hoje, esse factor está presente. A Mãe está actuando nos nossos corpos: no mental, no emocional e no físico. Basta o indivíduo permitir o trabalho oculto da Mãe em si. E amar, no silêncio, esse trabalho oculto.

O que marca os próximos anos, é uma reconfiguração da personalidade. Como se mãos escultoras viessem ao encontro da velha massa - e estão esculpindo de novo o que nós somos.

Existem dois círculos intimamente ligados à evolução da forma e do nosso ser tridimensional. Quando se diz que estamos no processo de retorno da Mãe, isto significa que Deus, cada vez mais será compreendido como um Abraço, e como Graça. Nós temos compreendido Deus como Lei, como Vontade, como Direcção, como Meta, como Magnetismo Superior, como a Voz no centro do ser, como o Trovão e o Relâmpago que nos acordam da inércia.  Ele tem sido compreendido como Aquele que faz a linha divisória dentro de ti: entre o que é actual e o que não é actual. De certa forma entre o bem e o mal.

Mas a Mãe vem como uma expressão da Graça. Ela não vem para julgar. Ela vem como uma expressão da Graça. Então, nós vamos conhecer o Divino como um abraço. Como uma união. Como uma fusão. Como amor.

E na verdade, a atmosfera da Terra está a começar a ficar saturada de uma Energia de Abraço, de Perdão e de Amor à escala planetária. Não qualquer abraço, não o amor horizontal, mas uma Realidade Nova!

E esta Mãe, é como um bálsamo para os nossos corpos! E ela está aí para curar os nossos corpos. Confia nisto! Ela está aí para curar os nossos corpos! Ela vem para curar as nossas dores, para lavar o nossos emocional, para rectificar o mental, para purificar o inconsciente profundo, para transmutar as toxinas do físico, o cansaço, o desalento..., a Mãe vem para isto, preparando o caminho para a chegada iminente do Cristo Cósmico. 

A Força da Mãe, agindo através das nossas consciências e do nosso ser, pede sempre uma compreensão dos limites dos outros. A verdade é quando tu compreendes os teus próprios limites, tu tornas-te compassivo para com os seres à tua volta. Tu passas a compreender os limites dos outros.

O Pai é Lei. A Mãe é Compaixão.

E esta Força que está a surgir no planeta, o retorno da Shekhina, Ela diz:

É pela aceitação profunda do limite do teu irmão, e pelo amar o teu irmão dentro do seu limite, que vocês compreendem a vibração da Mãe. Porque amando o irmão dentro do limite, vocês têm condições de contribuir para que ele se liberte desse limite. É amando-o no seu limite. É amando-o na sua história cósmica neste planeta. É amando, também, a dificuldade que ele traz com ele.


É amando o ser na dualidade, que vocês têm o ponto ideal, para contribuir para o retirar da dualidade.   

Na antiga Lei - Shamballa - ainda que a Compaixão estivesse totalmente presente, o que era estimulado na consciência era a percepção do caminho. E a percepção de que este ser não é perfeito, este ser humano não é perfeito, portanto, não é o caminho. Então, eu vou em busca do caminho. E havia um processo de rejeição/aceitação muito forte. Este processo de aceitação e rejeição muito forte, muito radical, tem a ver com a polaridade masculina do Logos Planetário, e com a criação de vectores, o mais rapidamente possível, para dentro das portas iniciáticas. Mas isso acabou.

Hoje, nós só vemos o caminho, quando conhecemos o poder de destravar a energia que só a Compaixão contém. Se eu não vivo Compaixão, eu não consigo ver o caminho.

O nosso coração está dentro de uma cápsula hermética, o nosso coração, ele é guardado por uma cápsula hermética, que só é despressurizada através da Compaixão. Eu tenho que olhar para o perfeito e para o imperfeito com um coração impassível. Porque, psicologicamente, nós olhamos para o perfeito e amamo-lo. E olhamos para o imperfeito e julgamos - para poder rejeitar o imperfeito. Mas isso não é a Energia da Mãe. Nós precisamos de olhar para o perfeito e para o imperfeito com a mesma Compaixão, com a mesma amplitude, com a mesma disponibilidade implacável para dar.   O nosso coração permanece como   uma  tampa fechada,   enquanto       não  praticamos a capacidade de incluir o outro, no nosso próprio afecto.

E o que a Mãe pede, é um coração idêntico, um coração em chamas, em relação a todos os pontos         à sua volta. Isto faz parte do trabalho de reconhecimento da Energia da Mãe. O abraço da Mãe é todo abrangente. Ela não está interessada em fragmentar a criação. Ela não está distribuída de uma forma irregular. Ela vem, não mais para ficar nos Templos ou nos Sacrários, mas Ela vem para se expandir por toda a atmosfera terrestre. Isto é, Ela vem para regenerar a Terra. Fazer uma nova génese. Então, Ela vem para se distribuir por todas as coisas.  E os teus corpos, uma vez Consagrados, tornam-se parte da Mãe.

Quando a Mãe do Mundo se ocultou, ocultou-se num estado que, para nós, terá de ser traduzido por dor. Isto é, quando a Mãe do Mundo se retirou, devido à instalação da matriz de controle, esse retirar-se pode ser traduzido para nós, como dor. E o retorno da Mãe pode ser traduzido para nós, como uma intensa Alegria!

A exteriorização progressiva da Mãe é feita através do corpo físico, astral e mental dos homens e da Terra. É feita, também, através da nossa mente. Ela precisa da Consagração do homem para se exprimir. Sem isso, Ela está asfixiada no âmago da matéria. De certa forma.

E no que diz respeito à Mãe do Mundo, senão houver um imenso SIM da parte destes 144.000, que são os catalisadores de mutação planetária, senão houver um imenso SIM, é como se a Mãe permanecesse travada no interior da Terra. Até um certo ponto.

Mas o Espelho de Miz Tli Tlan, a sua potência é imensa! A sua Energia Dourada, Luminescente, Ela já está activada. E está irradiando, começando, começando, lentamente, gradualmente, a irradiar através do Centro Lis-Fátima.

Mas para que o processo seja completo, e não se dê um travão kármico, é absolutamente essencial que os 144.000 - que é um número aproximado, claro, nada disto é fixo - é essencial que estes 144.000, estes catalisadores, realmente descubram o sentido interno da expressão vestidos de branco.
Porque o que se diz destes 144.000, é que eles são os primeiros a se manifestar vestidos de branco. E este vestidos de branco é justamente a Consagração dos seus corpos em sincronia com a Consagração dos corpos da Terra.

Então, os canais de emergência da Mãe, num certo sentido, somos nós.

As estrelas no manto de Maria são os teus corpos. Totalmente entregues à Luz. O teu corpo físico, os teus pensamentos, os teus sentimentos..., és tu enquanto um ser terrestre entregue à Luz. É a tua vibração que permite o transpirar da Energia Divina, ou o seu bloqueio. E estas estrelas no manto de Maria são estes seres, revelando a energia profunda da Mãe, permitindo a Energia profunda da Mãe aflorar.

Nos próximos anos, nós vamos ser intensamente visitados pela Energia da Mãe. É como se tudo o que é crosta, registo emocional velho, vibração astral velha, fosse ejectado para fora do teu campo vibratório.  A Mãe vai usar os líquidos do corpo, isto é, estes 80% de líquido do nosso corpo, para eliminar informação astral que está dentro de nós. Uma lágrima, por exemplo, uma lágrima é um saturado de informação astral. Uma lágrima não é líquido. Uma lágrima é vibração. Vibração em estado líquido. Isto é, quando a Mãe decide que aquela emoção tem de ser expressa e eliminada, nesse momento, o saco lacrimal enche-se na proporção em que a Mãe está preparando para ejectar informação emocional que já não é útil ao teu processo evolutivo. Claro, que estamos a falar de lágrima em termos ocultos.  Então, não é nada útil que uma pessoa desaprenda de chorar! Porque a lágrima, hoje, é uma forma de a Mãe eliminar informação emocional.

E nos próximos tempos, nós vamos ser sacudidos, visitados, confrontados, vamos passar por expurgos muito intensos - no caso de algumas pessoas - vamos passar por visões de cargas, que estavam no inconsciente e que vão ser ejectadas para fora do campo do ser, e que por um momento, por um lampejo, passam pela lente da tua consciência. Então, é preciso muita serenidade para deixar que material inconsciente passe, assim... por um segundo, por dois segundos, pela tua consciência, e tu não adiras a esse material, mas o deixes fluir para as centrais de incineração de Iberah, para as centrais de incineração da Mãe Divina.

Grande parte do processo de trabalho da Mãe sobre os nossos corpos acontece nestes 80% de água de que as nossas células são feitas. Esta água salina está saturada de informação emocional ancestral. Esta água nas células contém bibliotecas de vida emocional colectiva.  E elas estão em nós, no nosso corpo. Isto vai ser eliminado pela Mãe. Nós vamos estar a eliminar informação emocional fisicamente: pela urina, pela transpiração, pelos olhos, pelo campo etérico em torno do corpo, pela aura. Nós vamos estar dispensando, libertando-nos de bagagem emocional muito antiga e, ao mesmo tempo, vamos ter então a nossa água totalmente substituída. Isto é, a água velha sai, e uma nova água, trazida pela Mãe, desce em nós.


E esta transformação destes 80% de água de que somos feitos nos outros 80%, que já não contêm informação emocional tão densa, é o ponto hoje. É um dos pontos essenciais. Mutação aquática do corpo para a libertação. É como se esses 80% de água fossem uma memória líquida.  E isto está a ser substituído. A Mãe, ocultamente, aquaticamente, está a transformar a vibração do corpo, via a substituição dos compostos líquidos. Então, de certa forma, sempre que vocês estiverem a eliminar líquidos, visualizem que estão  eliminando cascões civilizacionais. Visualizem que a informação astral velha, está a ir com esse líquido. Hábitos celulares velhos estão a ser levados nesse líquido que estão eliminando. Vibrações que mantêm as células numa onda atávica, numa onda compulsiva, automática, estão a ser ejectadas, estão a ser eliminadas através desses líquidos.

De certa forma, o trabalho na consciência, o trabalho de dizer sim!,  essa pedra de fundação, já está feita em muitos de nós. Agora trata-se de uma fase em que nós precisamos de manter o sim!. Não de o dizer, mas de o manter. De manter a frequência sim!. De manter a postura sim!.
 Não, não se trata de voltar a dizer sim!  - quer dizer, isso pode acontecer a todo o momento, porque nós renovamos votos sempre que necessário - mas trata-se de ser o sim!, que já dissemos.

Entrámos numa fase em que temos que manter esse sim!. Temos que ser o sim!, que já dissemos. Ou seja: não só temos que renovar os nossos votos internos, insistindo nesse sim!, como precisamos ser o sim!  com os nossos corpos e não apenas com a consciência. Os corpos, esta muralha celular, que não aceita ainda integralmente a consciência que a habita, esta muralha celular, este corpo físico, esta tendência astral e mental dispersiva que nos caracteriza a tantos de nós, é como uma muralha,  como uma muralha histórica, como uma muralha muito velha, arcaica, e que ainda não consegue receber e aceitar o sim! que a consciência já disse.


E o estado desta muralha tem a ver justamente com o facto de que a Mãe, desde a Hiperbórea, se foi recolhendo gradualmente. E que na Atlântida se recolheu totalmente.

O que os Irmãos nos pedem agora, é que o indivíduo compreenda que há esta Nova Lei. Este Novo Tempo do retorno da Mãe.

E trata-se de um indivíduo permitir que as brisas ultralúcidas da Mãe o visitem. Permitir que as brisas de inteligência estelar, de inteligência cósmica, o atravessem. Permitir que estas correntes de Fogo, que vêm dos éteres superiores, se exprimam através dele. Permitir-se ser lavado por estas brisas inteligentes e estelares, e aceitar a purificação e a mutação em curso.  Como se a Mãe estivesse a entrar no nosso sistema e a lavar-nos. E a lavar o que não pertence a Ela.

E grande parte dessa lavagem - como nós vimos neste segundo trabalho - grande parte dessa lavagem tem a ver com a remoção de todos os líquidos. Ou melhor, não é só a remoção do líquido em si, porque isso o organismo faz periodicamente. Mas é a remoção, nesse líquido, da informação astral ancestral, da informação astral arcaica, que caracterizava os nossos corpos.

Ou seja: o Novo Sacrário somos nós. Nós somos, tu és, o Novo Sacrário! Para a re-emergência da Shekhina. Para a re-emrgência do Espírito Santo. Da Luz. Do aspecto Luz. Da Luz que nutre toda a criação. Da Luz que nutre todas as partículas. Da Luz, sem a qual, as partículas desagregam-se e desconstroem-se até às bases elementares inqualificadas da criação. É essa Luz que mantém a construção, que mantém a diferenciação das partículas, que mantém o Jogo Universal.

E essa Luz vai chegar de novo, para a Terra inteira, e ela vai instalar-se em ti! O Novo Sacrário és tu! Tu és o Novo Sacrário! É isto!

Ela recolheu-se da atmosfera para o interior dos Templos, recolheu-se do interior dos Templos para o Sacrário, depois implodiu no Sacrário - tal como nós o conhecemos - e milhares de anos depois, aparece dentro de nós, transformando completamente o nosso corpo, a nossa consciência e aproximando a nossa vida da Supervida.

Eu gostava de recapitular isto:

A Shekhina, a Mãe Divina, estava plenamente vibrante nos primeiros tempos. No estado Primordial. O homem tinha um sentido da eternidade de todas as coisas e da unidade de todas as coisas.  Da unidade de todas as coisas.

Com a Queda, isto é, com a agudização e a ex-centragem do contacto da consciência desse homem com a substância e com a matéria densa, a Mãe recolheu-se da atmosfera e da superfície da substância para o interior dos Templos, formando as Chamas da Ascensão.

Recolheu-se do interior dos Templos, numa segunda fase, para o Sacrário.

Depois implodiu no Sacrário. O que equivale a dizer que implodiu do nosso cóccix, do nosso coração, e da nossa pineal. Tornou-se secreta, até em nós mesmos. E desapareceu.

Milhões de anos depois, a Mãe aparece dentro de nós, transformando completamente o nosso corpo e a nossa consciência.

Este é o Tempo! O Tempo é este!

Quando nós temos aquela figura feminina, Maria, falando a Francisco, que representa o corpo mental, a Jacinta que representa o corpo astral, e a Lúcia que representa o corpo físico - nas aparições de Fátima - quando nós temos então esta figura feminina falando a estes três seres, a estas três crianças, temos a Mãe dizendo aos três corpos da personalidade: Virem-se para Deus! Orai! Conversão!

É como se ela dissesse:Coloquem a consciência num ângulo de quietude e de abertura, de forma que eu possa trabalhar na Consagração dos vossos corpos e aliviar todas as vossas cargas! 

Portanto, nós temos esta consciência do plano intuitivo superior, Maria - notem, Maria está bem além do plano intuitivo. Mas Ela representa, neste momento e no contexto em que nós estamos a falar, a Membrana de Lis. Isto é, a estimulação que Lis opera sobre a membrana intuitiva da humanidade. A ligação entre a personalidade e o Ser Interno. A zona de transferência entre a personalidade e o Ser Interno. Nessa zona de transferência opera a membrana de Lis. E aí, num certo nível da sua Missão Cósmica opera Maria.

E Ela diz: a partir daqui, vocês só têm que se virar para o Alto, orar, e deixar o resto comigo. A porta está aberta. Basta vocês entrarem.

Existem dois triângulos compostos por Centros Energéticos, Centros Internos da Terra, que têm a ver com este processo que estamos a aprofundar.

Um é composto por Miz Tli Tlan, que é a lente que capta a Vibração Divina para este planeta.


Miz Tli Tlan é como uma imensa parabólica dourada. Na verdade, parece que este disco dourado dos Incas é considerado um objecto que concentra para um povo, durante um certo ciclo, a função interna de Miz Tli Tlan. Miz Tli Tlan é como uma imensa parabólica dourada, cuja radiação penetra no Espaço Cósmico Profundo até Órion.

Eu gostava que vocês me acompanhassem nisto:

Miz Tli Tlan é uma Imensa Parabólica Dourada, cuja radiação penetra no Espaço Profundo, até Órion. E é de Órion, que Miz Tli Tlan recebe os disparos de Luz, a Informação Divina. E estes disparos de Luz têm o poder de Divinizar toda a Terra.
Então, Miz Tli Tlan é a Função mais Sublime deste planeta!


Na verdade, Miz Tli Tlan detém um poder de captação, e um poder de retransmissão, e um poder de existência Cósmica, que faz com que possa fazer uma espécie de by-pass em relação à zona das hierarquias caídas. A zona do universo que é dominada pelas hierarquias caídas não consegue interceptar o circuito de Miz Tli Tlan e, portanto, não consegue distorcer os Raios que Miz Tli Tlan envia e recebe de Órion.

Na verdade, Miz Tli Tlan está numa frequência tão alta, que faz um by-pass em relação a essa zona das hierarquias caídas. Aparentemente, essa zona tem a ver com a região da Ursa Maior e outros pontos do Cosmos. E é aí, que estão estacionados os centros de distorção da Força que aprisionam a humanidade à lei do karma, à lei da reencarnação, à lei da morte, à lei do medo, da mentira, à lei da confusão, e à lei que está prolongando a existência do ego num grau totalmente disforme e proporcionado.


É claro que quando nós referimos aqui lei, nós referimo-nos a tendências que o universo gera, quando as suas energias são profundamente distorcidas. E quando o Paraíso Original, a Condição Original do ser é distorcida.

A Corrente Divina vem de Órion, e quando entra em regiões cada vez mais concretas da criação, os Raios da Corrente Divina são distorcidos por essas hierarquias caídas, no que diz respeito à Terra e a outros planetas que têm estado sobre o controle dessas hierarquias caídas. Na verdade, eles retiram a Inteligência Divina Superior desses Raios e guardam o aspecto Força.

Porque um Raio tem dois aspectos: o aspecto Inteligência - isto é, o aspecto que sabe de onde vem, o que vem fazer, e para onde se dirige -  e o aspecto Força.

E esta Força, essas hierarquias caídas usam-na para criar falsos ídolos na Terra. Falsos ídolos podem ser iguais, como nós vimos, a verdadeiros ídolos. Depende da energia que irradiam, depende de como tu os utilizas, ou depende de como és ensinado a utilizá-los.


Então estas hierarquias caídas, é como se elas decapitassem a Energia, retirassem/expulsassem o aspecto Inteligência, o aspecto Conhecimento de circuito, e ficassem apenas com o aspecto Força.

Este Ser feminino, anunciando-se a estas três crianças - que representam o físico, o emocional e o mental - Ele está a ajudar a humanidade dizendo: Fundam-se! Unam-se! E Adorem!

Adorar é a função mais essencial dos próximos tempos.

Sem Adoração, não há transmutação de Força. E é pela Adoração, que nós podemos fazer com que os elementos constituintes dos nossos corpos - a maior parte deles, infelizmente, sob a matriz de controle - podemos fazer com que esses elementos constituintes dos nossos corpos, que são essencialmente expressões de força elemental, pela adoração, nós podemos re-ligar esses elementos aos seus Princípios Inteligentes. Às suas contrapartes Inteligentes, tal como são representados por Órion, Sirius, Plêiades, certas zonas da Ursa Maior, Sol, Miz Tli Tlan, Lis-Fátima.

Pela Adoração, nós podemos fazer esta ligação. Podemos, pela Adoração, ligar de novo todos os nossos elementos: o baço, o fígado, os rins, os pulmões, o sistema nervoso, a massa muscular, o sangue, os canais linfáticos, o citoplasma, o ADN, o cérebro, as glândulas, os minerais nobres do corpo..., tudo o que o nosso corpo é, pela Adoração, ele pode ser ligado aos seus Princípios Inteligentes. E deixar de ser apenas uma expressão de Força - tal como as hierarquias caídas limitaram o nosso corpo a ser.

E pela Adoração, nós ligamos o nosso amor ao Princípio Inteligente do Cosmos. E passamos a ter um Amor Sábio. E pela Adoração ligamos a nossa mente, a nossa mente, ao Princípio Inteligente. Isto é, ao Intelecto Cósmico Superior. E ligando a nossa mente ao Intelecto Cósmico Superior, nós tornamo-nos Canais Vivos da regeneração da Terra. Nós tornamo-nos Canais Vivos para a Nova Terra. Pedras Vivas, na construção de um Novo Planeta. E isto é possível. Isto é, estas coisas vão acontecer! Estas coisas estão a acontecer dentro de ti! A Adoração é o pivot, é o vértice que rectifica, que alinha todas as partículas com o seu Princípio Inteligente Divino. Pela Adoração, nós ligamos todas as nossas partículas ao seu Princípio Inteligente Divino.

Então, Adorar é a função mais essencial dos próximos tempos.


Quando emanamos Luz, isto é, quando entramos num estado Ur, de emissão de Luz - sabes, quando tu emanas Luz para os outros, quando tu trabalhas com os outros, vem sempre uma onda de retorno da parte da pessoa que recebe essa Luz. E se tu não adoras o Divino, tu não tens como transmutar a Luz. Tu não tens como enviar, canalizar esse amor que vem das pessoas para ti. Canalizá-lo de novo para o Divino.  Então, a Adoração é muito essencial.

Na verdade, quando um ser adora, a Luz que os outros lhe dão - e quando se trabalha com muita gente, tu estás sempre sujeito a projecções de todos os tipos - então, essa Luz, e esse apego, e esse afecto, e esse amor - todos estes graus existem - em vez de Ela desaparecer no vórtice do coração e no centro da pineal  rumo a Deus, como isso não está a ser estimulado porque o ser não adora, então a Luz começa a fixar-se no plexo solar. E tu começas a ser um trabalhador da Luz com um plexo solar cada vez maior. O que é um perigo!

Então, é muito importante o ser adorar, porque pela Adoração, ele tira um pequeno percentual desse amor, e desse carinho, e dessa reverência que os outros têm por ele, ele tira um pequeno percentual disso para a construção do seu carácter e para a confirmação, para coesão, para a geração de um certo bem-estar dentro da tarefa que lhe compete. Mas 90%, 95%  disso tem que escoar pelo vórtice do coração e da pineal, rumo ao Divino. Isto só se faz, se o servidor adora! Porque só pela Adoração, ele tem canal para transmutar a força ou as energias que as outras pessoas conduzem até ele.

Isto é importante, porque muitos destes 144.000 vão receber uma imantação acrescida. Vão-se tornar cada vez mais magnéticos à medida que a Terra se aproxima do seu ponto de culminância, do seu ponto de consumação.  E é muito importante ele adorar, porque é pela Adoração que ele pode transmutar a fascinação que as pessoas podem ter por ele. Ele adora o Pai, e na Adoração ao Pai, todo aquele acréscimo de energia que vem dos outros, é enviado para o Pai e é aí absorvido pelo Pai. Isto é, em Glória ao Pai. Ele tira um pequenino, sabes, uma pequenina colherzinha do mel como uma forma de o fortalecer, de o estabilizar psicologicamente, e de confirmar um amor à tarefa e um espírito de fraternidade, de irmandade para com os seus irmãos. Mas 90% tem que seguir caminho. 90% da vibração que vem dos teus irmãos para ti, tem de seguir caminho. Tem de seguir para as Altas Esferas do Universo. Porque é às Altas Esferas do Universo que essa Força pertence.

Eu penso que nesta etapa, estes são os elementos suficientes para gerarem em nós um dinamismo alegre, puro, simples..., porque estas coisas, quando estão a ser descritas, podem parecer um pouco complexas. Mas à medida que elas vão sendo assimiladas pela consciência, isto é tão simples, é tão... como a água que nós bebemos... É, realmente, muito, muito, simples! 

Se isto for amado, se isto for vivido, se isto for invocado, se isto se mesclar ao nosso quotidiano, se o nosso quotidiano se mutar em nome disto, então há realmente esperança de que a Mãe Divina retire o véu do seu rosto, de que a Mãe Divina retire o véu do seu rosto, e a beleza da matéria, a beleza da matéria tal como o Pai a concebeu, possa vir a ser de novo contemplada por esta humanidade.

Obrigado.

UMA GRAVAÇÃO DE ANDRÉ
Janeiro de 2003

(Transcrição por Emília Simões)

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